Psicopedagogo Francesco Tonucci fala sobre questões importantes no contexto da educação.
http://vimeo.com/53619122
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segunda-feira, 12 de maio de 2014
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Festa Junina 2013
Estamos novamente às
voltas com a festa junina. Neste ano nós decidimos manter os moldes do ano
passado. Estamos preparando uma festa feita pelas crianças, para as crianças
cujo tema será Luiz Gonzaga, o rei do baião*. Teremos um grupo de sanfoneiros,
pipoca, cachorro quente, churrasco, quentão, quadrilha e muitas bandeirinhas
feitas também pelas crianças enfeitando a escola.
Porque decidimos não
incluir os pais nessa festa?
Porque cada vez mais em
nossas reflexões nos damos conta da importância das crianças terem também o
espaço próprio na escola e nós escolhemos a festa junina como a única
festividade anual só para eles. As crianças poderão experimentar sabores,
cores, brincadeiras, identificar os sons da cultura brasileira, correr, brincar
e dançar.
Fugir dos moldes, do que
é esperado nunca é fácil. Somos sempre questionados nesse sentido porque é mais
simples e fácil trabalhar nos moldes comerciais com barraquinhas, e prendas.
Porém, qual seria o aprendizado para os pequenos trabalharem no molde
tradicional? Seria o mesmo que brincar livremente? Seria o mesmo que participar
de uma festa feita por eles e para eles? Nós achamos que não.
Este ano os alunos do G3
farão parte da comissão de organização da festa, que orgulho! Nós desejamos que as crianças vivenciem esta
autonomia e responsabilidade pela primeira vez com muita liberdade, em um
espaço social pensado por eles e para eles. Os menores participarão da decoração da festa e irão participar de
rodas de história, brincadeiras e
danças, porque o dia deles organizarem sua própria festa irá chegar em breve...
Eles crescem rápido. Às vezes rápido demais.
* Luiz
‘Lua’ Gonzaga ‘Gonzagão’ do Nascimento (Exu, 13 de dezembro de 1912 – Recife, 2 de agosto de 1989) foi um compositor popular brasileiro, conhecido
como o Rei do baião.2 Foi uma das
mais completas, importantes e inventivas figuras da música popular
brasileira. Cantando acompanhado de sua sanfona, zabumba e triângulo, levou a alegria das festas juninas e dos forrós pé-de-serra, bem como a pobreza, as tristezas e as injustiças de
sua árida terra, o sertão nordestino, ao resto do país, numa época em que a
maioria desconhecia o baião, o xote e o xaxado.
Admirado por grandes músicos, como Dorival Caymmi, Gilberto Gil, Raul Seixas, Caetano Veloso, entre
outros, o genial instrumentista e sofisticado inventor de melodia e harmonias,3 ganhou
notoriedade com as antológicas canções "Baião" (1946), "Asa Branca" (1947),
"Siridó" (1948), "Juazeiro" (1948), "Qui Nem
Jiló" (1949) e "Baião de Dois" (1950).2 http://www.luizluagonzaga.mus.br
segunda-feira, 4 de março de 2013
Atirei o pau no gato...
Atirei o pau no gato...
Este é um assunto polêmico na educação, pelo menos aqui no
Espaço Singular. Devemos ou não cantar a cantiga infantil “Atirei o pau no
gato”.
Desde que o Espaço Singular foi
fundado me deparo com uma continuação da música que orienta as crianças a não
atirar o pau no gato, mais ou menos assim:
‘Não atire o pau no gato porque é feio, não machuque os
animais”
Existem diversas versões deste desfecho, mas a ideia é
sempre a mesma. Orientar as crianças a não machucar os animais.
Oras, se o adulto que canta a música acha que ao cantá-la
estará instigando a agressividade das crianças com relação ao pobre gato,
sempre há a opção de não cantá-la. Acho particularmente esquisito cantar uma
música, para imediatamente corrigi-la.
Penso que a música é inofensiva, mas do que isso, acho que,
tal qual os contos de fadas, ajuda a criança a elaborar sua própria
agressividade e entender que seus atos, por ainda ser uma criança pequena, não
tem poder de matar o outro. “Atirei o
pau no no gato, mas o gato não morreu”. Dona Chica, por sinal, representa o
mundo adulto que se admira com o ato da criança e seus efeitos.
Aqui no Espaço Singular, a maioria de nós, entende que os contos de fadas, as cantigas,
tem uma função para a criança, função de elaboração psíquica e por isso, só por
isso, foram capazes de sobreviver oralmente por tantas gerações. Mas, quando nos deparamos com uma educadora que pensa que a música é agressiva,
politicamente incorreta, ela é
respeitada em sua opinião, mas orientada a simplesmente não contá-la, cantar
outras músicas no lugar desta, que não exijam uma correção moral. E vocês, o
que pensam sobre isso?
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