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segunda-feira, 12 de maio de 2014

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Festa Junina 2013


Estamos novamente às voltas com a festa junina. Neste ano nós decidimos manter os moldes do ano passado. Estamos preparando uma festa feita pelas crianças, para as crianças cujo tema será Luiz Gonzaga, o rei do baião*. Teremos um grupo de sanfoneiros, pipoca, cachorro quente, churrasco, quentão, quadrilha e muitas bandeirinhas feitas também pelas crianças enfeitando a escola.

Porque decidimos não incluir os pais nessa festa?
Porque cada vez mais em nossas reflexões nos damos conta da importância das crianças terem também o espaço próprio na escola e nós escolhemos a festa junina como a única festividade anual só para eles. As crianças poderão experimentar sabores, cores, brincadeiras, identificar os sons da cultura brasileira, correr, brincar e dançar. 

Fugir dos moldes, do que é esperado nunca é fácil. Somos sempre questionados nesse sentido porque é mais simples e fácil trabalhar nos moldes comerciais com barraquinhas, e prendas. Porém, qual seria o aprendizado para os pequenos trabalharem no molde tradicional? Seria o mesmo que brincar livremente? Seria o mesmo que participar de uma festa feita por eles e para eles? Nós achamos que não.

Este ano os alunos do G3 farão parte da comissão de organização da festa, que orgulho!  Nós desejamos que as crianças vivenciem esta autonomia e responsabilidade pela primeira vez com muita liberdade, em um espaço social pensado por eles e para eles. Os menores participarão  da decoração da festa e irão participar de rodas de história,  brincadeiras e danças, porque o dia deles organizarem sua própria festa irá chegar em breve... Eles crescem rápido. Às vezes rápido demais.

* Luiz ‘Lua’ Gonzaga ‘Gonzagão’ do Nascimento (Exu, 13 de dezembro de 1912  Recife, 2 de agosto de 1989) foi um compositor popular brasileiro, conhecido como o Rei do baião.2 Foi uma das mais completas, importantes e inventivas figuras da música popular brasileira. Cantando acompanhado de sua sanfona, zabumba e triângulo, levou a alegria das festas juninas e dos forrós pé-de-serra, bem como a pobreza, as tristezas e as injustiças de sua árida terra, o sertão nordestino, ao resto do país, numa época em que a maioria desconhecia o baião, o xote e o xaxado.
Admirado por grandes músicos, como Dorival Caymmi, Gilberto Gil, Raul Seixas, Caetano Veloso, entre outros, o genial instrumentista e sofisticado inventor de melodia e harmonias,3 ganhou notoriedade com as antológicas canções "Baião" (1946), "Asa Branca" (1947), "Siridó" (1948), "Juazeiro" (1948), "Qui Nem Jiló" (1949) e "Baião de Dois" (1950).2 http://www.luizluagonzaga.mus.br

segunda-feira, 4 de março de 2013

Atirei o pau no gato...


Atirei o pau no gato...
Este é um assunto polêmico na educação, pelo menos aqui no Espaço Singular. Devemos ou não cantar a cantiga infantil “Atirei o pau no gato”.  
Desde que o Espaço Singular foi fundado me deparo com uma continuação da música que orienta as crianças a não atirar o pau no gato, mais ou menos assim:
‘Não atire o pau no gato porque é feio, não machuque os animais”
Existem diversas versões deste desfecho, mas a ideia é sempre a mesma. Orientar as crianças a não machucar os animais.
Oras, se o adulto que canta a música acha que ao cantá-la estará instigando a agressividade das crianças com relação ao pobre gato, sempre há a opção de não cantá-la. Acho particularmente esquisito cantar uma música, para imediatamente corrigi-la.
Penso que a música é inofensiva, mas do que isso, acho que, tal qual os contos de fadas, ajuda a criança a elaborar sua própria agressividade e entender que seus atos, por ainda ser uma criança pequena, não tem poder de matar o outro.  “Atirei o pau no no gato, mas o gato não morreu”. Dona Chica, por sinal, representa o mundo adulto que se admira com o ato da criança e seus efeitos.
Aqui no Espaço Singular, a maioria de nós,  entende que os contos de fadas, as cantigas, tem uma função para a criança, função de elaboração psíquica e por isso, só por isso, foram capazes de sobreviver oralmente por tantas gerações.  Mas, quando nos deparamos com uma  educadora que pensa que a música é agressiva, politicamente incorreta, ela  é respeitada em sua opinião, mas orientada a simplesmente não contá-la, cantar outras músicas no lugar desta, que não exijam uma correção moral. E vocês, o que pensam sobre isso?